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2 de junho de 2010

Filosofando com a Tia Sah - parte 54852698526845

Pipous, Pipous, Piiiipous! Nada como um puxão de orelha de irmã pra dar fim ao hiato criativo, resumindo - gastroenterite total de tomar uns tabefe da irmã gravida - feio apanhar de gravida ?

Bom, o assunto que me traz de volta a este amado e empoeirado brogui é um pouco viajante, mas sei que vocês estão acostumados com as minhas viagens - Hoje eu quero falar um pouco sobre a mania que nós mulheres temos de sonhar com o homem ideal.

Não é segredo pra ninguém que Tia Sah é véia e já se ferrou muito na vida se tratando de questões amorosas. Hoje, casada, mãe e um pouco mais experiente eu vejo que nós, mulheres pecamos sem querer em alguns pontinhos básicos e por isso sofremos. Mulheres começam a cultuar o dito "Ideal" desde que aprendem a brincar de casinha - querem um marido ou namorado igual ao Papai. Aí crescem e o garoto ideal é o mais popular e bonito do meio em que vivem. Mais tarde, são todos os bonitos, populares e não nerds ( hahahahahahahaha ) é verdade gente. Dos 25 anos em diante, como ficamos mais calejadas o nosso ideal muda - tem que ser bonito, inteligente, bem vestido, bem sucedido, mil etcs e por aí vai. Com o tempo a gente fica mesmo mais exigente e com isso os namorados/futuros maridos/ vão ficando mais dificeis de serem encontrados. As vezes nos prendemos ao passado, a ex-namorados que achamos que foram tudo na nossa vida e é como diz a música do RC - " ... do tempo que transforma um grande amor em quase nada" - eu sei disso - eu vivi isso. Mas precisei de 10 anos para entender que o que eu sentia era apenas medo de me envolver novamente e apego ao passado.

Vou contar um caso que aconteceu comigo, não o que descrevi acima, mas um caso típico de idealização - Quando eu tinha uns 25 anos eu conheci um rapaz "Ideal" - inteligente, bem sucedido, não tão bonito como MD ( bonitinho vai ), 6 anos mais velho do que eu e o melhor de tudo - vivia num meio onde meus pais o aprovariam na hora. Gente, era a sorte grande batendo na minha porta - na teoria - e que decepção na prática - ele era um cara bacana, bom papo, inteligente, mas o problema é que ele tinha plena consciência disso e fazia questão de espalhar que era um bom partido - tipo, se você não me quiser, tem mais 58845921363 que querem - broxante ? Eu confesso que tive uma queda por ele sim, mas hoje, depois de tudo vejo que não era uma queda pelo homem, e sim pelo Ideal que ele representava. Dois meses depois, desconsiderando o tempo de mimimi de 1 ano, comecei a namorar MD que era totalmente fora do ideal - tinha um bom emprego, mas não tão bom quanto o do outro rapaz, é inteligente ( creio que mais até ), mas com certeza não é o cara que uma mulher com a minha idade se apaixonaria pois como já deixei claro aqui, MD é lindo, mas na época, era um pouco requisitado, digamos - e eu me apaixonei e me casei - a teoria afundou, mas a prática deu certo - somos muito diferentes - ele é muito paciente e eu sou o oposto, é calado - e eu falo até com os azulejos da cozinha, é indeciso pra tomar decisões - e eu, prática. Só um adendo aqui - dentro do meu coração eu sempre soube que MD não seria apenas alguém que passou na minha vida - mas, por MEDO de sofrer, medo de perder a vida que eu tinha, medo de mudar, enfim - eu sempre fugi dele e ele sabe disso - até a hora em que eu resolvi pagar pra ver, pois pior do que estava não podia ficar.

Onde eu quero chegar com isso? Gente o amor não tem nada de Ideal. As pessoas tem mania de pensar que amar é viver andando nas nuvens e achar que o ser amado não tem defeitos e não nos entediará nunca. Hoje, como já disse acima, mais experiente vejo que o amor é um exercício e viver com uma pessoa é uma ( se não for a mais ) das mais difíceis experiências da vida. Você tem que conviver ( e bem ) com todos os defeitos ( que mais cedo ou mais tarde aparecem) da pessoa. As vezes você tem que pegar no colo, tem que mostrar o caminho ... e as vezes tem que ser humilde pra ver que você não está no caminho e aceitar ajuda e o pior para os orgulhosos, pedir por ela. Geralmente, quando chegam nesta fase os romances e casamentos acabam - por incompatibilidade de gênios - e aí, o que acontece? Passa um tempo e a gente tromba com uma pessoa um pouco pior daquela que deixamos pra trás. Pode até não parecer, mas é só casar de novo pra ver que é a mais pura realidade. Será que então não é mais fácil parar, pensar e ver o que temos que aprender com aquela pessoa que nos irrita tanto a ponto de acharmos que o amor acabou? Claro que não estou incluindo aqui traições e outras coisas que acabam com um casamento - estou falando apenas de defeitos irritantes. Sei que para algumas pessoas tudo o que eu escrevi aqui é um monte de bobagem, mas eu sou o tipo de pessoa que acredita que o casamento é pra sempre, até que a morte os separe. E que ser feliz está diretamente ligado a capacidade de fazermos o outro feliz também.

Portanto, digo, MD não é o homem ideal - mas é aquele que eu preciso pra amar e aprender. Meninas, as vezes a inteligencia nos cega - vamos usar mais o coração e menos o cérebro nesse tipo de questão. Experiência própria - vale a pena!

Beijos!

Sah

3 comentários:

Liana disse...

experiência própria: exceto nos momentos "divagação", tá valendo a pena usar o coração =)

Tati disse...

eu tb achava q casamento era p sempre, e nao quiz dizer pro padre ate a morte nos separe.. ali eu ja tinha medo de perde-lo....

Concordava com td.. hj sou uma pedra...infelizmente...

medo de perder alguem é a pior sensacao do mundo..pode acreditar!!
entao AMEEEEEEEEEEE mesmooooooooo cada dia cada segundo... sem medo de ser felizzzzz!!
bjs
botando posts em dia... rsrs

Irmãs disse...

Ai que lindo Taty ...