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11 de setembro de 2009

Segundo Lugar do Concurso Minha História com Minhas Irmãs

E aí Polvos, já estão com brotoejas de ansiedade? Ainda não? Então vamos enrolar mais um pouco! Brincadeira, bóra anunciar o Segundo Lugar do Concurso, que é a nossa querida Companheira Brogueira Vê! Parabéns Fror, mais tarde nos encontramos no emiessieni e você me passa os seus dados para enviarmos o seu prêmio, belê?

Agora, vamos ler a História de Dna Vê:


Nasci filha única, mesmo depois da separação dos meus pais, eles não tiveram mais filhos, Só que Deus quis que fosse diferente, então aos 6 meses de idade chegou na minha vida Raquel, prima, filha de uma tia irmã de minha mãe. Ela chegou pra tomar vacinas e ficou, ficou e ficou. Meus pais criaram como filha e eu tive uma irmã. Nossa diferença de idade é de 2 anos, tenho 28 e ela 26.

Nesse período vivemos as mais deliciosas aventuras, divertimentos e cumplicidade. Tínhamos nosso quarto, brincávamos de escolinha, de comidinha, íamos a escola, tínhamos varias atividades e enfim, éramos muito felizes.
Até que um dia, aos 14 anos ela decide ir embora, voltar pra casa da mãe biológica. Saiu de casa e só disse Tchau pra mim e minha mãe. Justamente num período muito difícil quando também acontecia a separação dos meus pais. Em seguida, ela fez 15 anos, minha mãe toda prosa fez o vestido e na hora do parabéns ela deu o 5º pedaço de bolo pra minha mãe e o 6º pra mim (ok isso pode não ter nenhum significado, mas quem gosta de família e festa vai me entender).

Eis que passaram-se um monte de anos, voltamos a viver próximas e um belo dia, por causa de um puta mal entendido ela simplesmente PAROU de falar comigo e ficou falando entre dentes com minha mãe. Chamei pra conversar, choramos mas ela não deu o braço a torcer, tudo por causa de um namorado (no qual ela vive assim assim até os dias de hoje). Ela não ocupou o seu lugar de madrinha no meu casamento, ou melhor, nem foi. Passou 1 ano de mal comigo. Até que no final de 2004, no meu aniversário em novembro, eu estava comemorando com família e amigos eis que entra ela e fala assim: Vê, posso entrar? A minha resposta foi afirmativa só com a cabeça porque eu já tinha lágrimas nos olhos, ela entrou, me puxou pro meu quarto, me deu o abraço que eu tava acostumada a receber quando éramos crianças, chorou muito e só disse assim: EU AMO VOCÊ, ME PERDOA. Eu não consegui falar nada, só choramos e acho que foi um dia muito especial. Daí por diante a amizade voltou, aos poucos ela retomou a confiança, mesmo estranha ela vinha a minha casa, fazia confidências e tal.
Até que eu fiz o anuncio da minha gravidez e foi instantâneo pensar que ela a minha irmãzinha seria a madrinha do meu bb (ainda não sabia o sexo). Então resolvi fazer uma surpresa, logo depois do anuncio pra toda família, eu esperei o aniversário dela de presente eu dei uma roupinha dizendo assim: Minha dinda é carioca, funkeira e suburbana! (Ok que não é bem assim, mas eu me lembrei da época que a gente curtia bailes funks no RJ e achei super providente). Mais uma saraivada de choro coletivo, agora com direito a toda grande família que acompanhou todo o processo de reaproximação.

Hoje, 2009, posso afirmar que fiz a melhor escolha. Ela e minha filha se amam, são cúmplices, ela me ajuda sempre que preciso e eu a ajudo como posso. Temos o sangue de família que nos une, mas o amor de irmãs é muito grande também.

Agradeço a Deus pela vida dela, mesmo não apoiando suas escolhas, mas eu não a julgo, somente apoio, torço, vibro e amo. Afinal eu sou assim né! Amo demais

Mais tarde voltamos com o Primeirissimo lugar!

Beijos!

Sah

4 comentários:

MeL disse...

Buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

disse...

Aff, que lindo! Adorei o meu segundo lugar, afinal ganhar prêmio é sempre muito bom hehehehehe.
Beijos amigas e valeu mesmo!

Fabi disse...

Nháaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Que lindoooo, arrepianteee!!

Flavia D'Álima disse...

Verdade buaaaaaaaaaaa!!!